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Pior Canal do Mundo

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Apenas vídeos de gosto duvidoso

Este é um canal ruim. Péssimo. O pior canal do mundo.

Aqui se fala de jogos antigos sem nostalgia de plástico e sem cenário colorido. Não há nada de grandioso aqui. Há apenas histórias e crônicas sobre o contato com os videogames nos anos 80 e 90 pelo olhar de um moleque brasileiro da época, que não tinha videogame em casa, tampouco dinheiro pra jogar.

Entre moedas, cartuchos, CDs, disquetes e cicatrizes. Muitas cicatrizes... Seja pessimamente mal-vindo ao pior.

Sua última ficha em um fliperama imundo, fedido a bebida barata, cigarro e sangue.

Sobre o autor

Eu me chamo Marcio Baião, nasci e cresci na cultura efervescente da Recife dos anos 80 e 90. Cuspido da lama do mangue diretamente para uma família disfuncional, a violência e as tragédias que não valem ser explicadas aqui não ofuscaram meu interesse por arte, literatura, cinema, música e, especialmente, pelos nichados mundos dos quadrinhos, da cultura japonesa e do tão inacessível mundo dos videogames naquele pobre Brasil quebrado, apesar de fascinante.

À medida que fui ficando adulto, meu interesse por tantas formas de conhecimento não acompanhava meu pouco poder de compra, e logo trabalhei com coisas que você não acreditaria e fiz outras que você provavelmente reprovaria.

Com o tempo, deixei o lado criativo pausado, o lado boêmio controlado e vivi do ramo da saúde e dos esportes (atletismo, futebol e boxe). Estranho, não? Um cara dos esportes falando de nichos nerds.

No mundo da criação de conteúdo, desde 2020 falo sobre minhas experiências com fliperamas e videogames antigos no YouTube (onde comecei neste tal "Pior Canal do Mundo"). Antes disso — nossa, muito antes disso... — eu vendia textos sobre filmes de terror antigos, animes obscuros, música, quadrinhos e até peças de humor; tudo graças ao alcance do meu primeiro blog, o finado Cerveja Barata. O que significa dizer que comecei a fazer o que faço em 2003.

Bem... creio que não preciso explicar muito mais além do óbvio: sou completamente apaixonado por videogames retrô, horror, animação, RPG, filmes antigos, séries, rádio, TV e até propagandas esquecidas. Por algum motivo, pesquisar a história de tantas formas de mídia e seu impacto no povo brasileiro me fascina profundamente.

Mas aviso logo: não curto essa vibe de "influencer" e todos os vícios que vêm junto. Sou só um cara com um monte de textos para revisar, um computador, uma câmera velha, um microfone surrado e um copo de uísque...